Eu não diria que sou
um exemplo dela, na verdade fui tocado por esse sentimento há pouco tempo. Para
mim uma das coisas mais importantes da vida é saber seus objetivos, eu sempre
tive os meus, mas nunca tratei de correr atrás e realiza-los. Eu sempre quis ganhar
dinheiro então comecei a trabalhar com quatorze anos, e até hoje nunca
trabalhei em uma área que gosto, afinal ter dinheiro era uma prioridade. Eu não
tenho rios dessa coisa, mas tenho o suficiente para pagar as coisas de casa,
cuidar da família e ter algum lazer, e hoje sou até pai, uma benção que eu
simplesmente adorei.
Foi com o nascimento
de meu querido filho que percebi uma coisa, trabalhamos, voltamos para casa,
recebemos e continuamos esse ciclo até a morte, então eu diria que nos olhos de
uma criança recém-nascida eu vi o que poderia ser a força de vontade, ele me
fez pensar em uma coisa, por que diabos eu trabalho em uma fabrica de químicos
se eu odeio isso? Eu não deveria realizar meus sonhos de verdade? Sabe ser roteirista?
E quanto a poder trabalhar com efeitos especiais? Onde isso foi para na minha
vida? Eu diria que meus objetivos estavam enterrados em uma cova no fundo do
meu coração.
Dinheiro é bom,
precisamos dele para sobreviver, mas também precisamos viver. Não apenas nos
confortamos com certas coisas, não apenas levantar cedo todo dia e dizer “lá
vou eu para aquela merda, pelo menos ela paga bem”.
Essa semana eu voltei
a escrever, voltei a revisar o tão importante porquês, voltei a ver o lado bom
da vida, um dia serei um roteirista importante, quem sabe até dirigir um filme?
Basta ter força de vontade, e uma coisa legal é que essa coisa é contagiosa. Um
ser humano com tal sentimento consegue infectar tal qual uma doença, mas o
mesmo acontece com aqueles que já desistiram de tudo, aqueles que não têm mais
forças para sair da rotina sistematizada da cultura humana.
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